terça-feira, 23 de março de 2021

Ah quer saber? Abram.

 Ah quer saber? Abram.

Abram os (super)mercados, só vá se precisar... 

Abram os bares, vá quem quiser... 

Abram os balneários, os clubes, as casas de shows e até os cabarés, vá quem quiser... 

Abram, abram tudo, e só vá quem quiser... 

Mas se você for daqueles que vai sem necessidade, por favor, quando abrirem os caixões e as covas para jogar algum dos seus lá dentro, não abra o berreiro. Se possível feche-se e recolha-se a sua insignificância.

Muitos estragos já foram feitos só por que alguns abriram a boca, muito embora segue quem quer, mas infelizmente há... 

Afinal o Brasil já "abriu as pernas" e depois que se perde a honra, resta pouca coisa a perder... acho que só a vida mesmo... 


Ah a vida, se você ainda estiver com a sua guardada, não permita abri-la para qualquer situação, preserve-a com zelo. 


Cleidismar Maria

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Meu mundo desconhecido

Eu já fui de falar alto
De conversar e sorrir
De gargalhar por bobagem
Deixando o riso fluir
Hoje tento falar menos
Procurando me sair
 
Às vezes eu incomodo
Causo desobediência
Por pouco me descontrolo
Testando a paciência
Dos que convivem comigo
Isso tenho consciência
 
Mas uma coisa confesso
Garanto e posso jurar
Que muito do que externo
Por não conseguir guardar
O que está dentro de mim
Não consigo controlar
 
Eu não sei nem explicar
São loucos os pensamentos
Eles mudam, se misturam
E vivo muitos momentos
Tenho visões diferentes
E intensos sentimentos
 
As vezes quero barulho
Num segundo solidão
Horas quero o meu canto
Em outras a multidão
Só queria controlar
Todo esse turbilhão
 
Não tenho entendimento
Eu não sei como lidar
Já vivi e externei
Já aprendi a guardar
Mas tudo isso sufoca
Pois não sei organizar
 
Em momentos e atuo
Para melhor disfarçar
Uso muito a ironia
Quando vou me expressar
E escondo muitas dores
Só pra não preocupar
 
E mesmo quem me conhece
Nunca esteve no meu mundo
Só vai até onde eu quero
Não deixo ir mais profundo
E quando tentam entrar
Eu desvio num segundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Em período eleitoral

Existe um certo ditado
Que muito ouço falar
E acho que até eu
Cheguei a pronunciar
Sem saber o tal sentido
Até onde ia chegar
 
Eu odiava política
Olhe quanta ignorância
Não tinha conhecimento
E talvez nem tolerância
E por isso não lhe dava
Sua real importância
 
Isso tudo acontecendo
Eu me peguei a pensar
Analisando as coisas
E aqui eu vim parar
Vendo que me enganei
Resolvi assim mudar
 
Mas eu até me perdoo
Pois foi questão cultural
Na verdade, o que vejo
Em período eleitoral
É algo tão absurdo
Chega a ser surreal
 
E todos os absurdos
Foram se multiplicando
Só que agora de fora
Eu fico observando
E tirando a paixão
Me pego analisando
 
Vejo gente inteligente
Beirando a ignorância
Vejo gente tão humilde
Alimentando a ganância
Na briga pela vitória
Reina a intolerância
 
Tanta gente amigável
Se mostrando diferente
Pra defender o seu lado
Se torna até prepotente
Nesse beco sem saída
Tem entrado muita gente
 
Para mim esse período
Foi uma grande lição
Eu era meio ‘bestinha’
Criando veneração
E por algumas pessoas
Eu tinha grande ilusão
 
Mas o tempo vem mostrar
Sendo o senhor da razão
O que cada ser humano
Tem dentro do coração
E não tem a tal desculpa
De ser pela emoção
 
Pois de fato o que somos
E temos para mostrar
Só precisamos de tempo
Pra cada um revelar
Nosso modo de agir
De pensar e de falar
 
E de fato observando
É lamentável de ver
Até onde o ser humano
É capaz de se perder
E toma qualquer vereda
Para chegar no poder
 
Ainda lamento mais
Os que se deixam levar
Pois no final dessa conta
Não tem nada a somar
Sendo o poder pra poucos
Só lhes resta lamentar.

Cleidismar Maria

sábado, 11 de abril de 2020

A grande Pandemia

Para ficar na história
            Cleidismar Maria

O ano é dois mil e vinte
Para ficar na memória
Dos que viveram na terra
E buscaram a vitória
E nessa grande batalha
Existe Um que não falha
É pra Ele a grande Glória

Para ficar na história
Dessa grande humanidade
Eis que algo tão pequeno
Com tanta voracidade
Chegando tão de repente
Foi matando tanta gente
Com a sua crueldade

Foi nessa realidade
Que vimos acontecer
Uma tragédia tão grande
E tanta gente morrer
Mesmo quem “tá” duvidando
Da situação zombando
Nunca mais vai esquecer

E para esclarecer
Do que eu estou falando
É de uma pandemia
Que vem o mundo assolando
Uma doença viral
Que se tornou tão fatal
Ninguém estava esperando

Tanta gente estudando
Em busca de uma cura
Pois o tal corona vírus
Mudou a grande estrutura
Do nosso planeta terra
E assim como uma guerra
Levou tantos à sepultura

E unindo as culturas
O que vai prevalecer
Pra COVID-19
É que ela vai perder
Eis que chegará o dia
Que fé e sabedoria
Na Ciência irão crescer

E quem conseguir vencer
Para contar no futuro
O que passou pelas trevas
Num momento obscuro
Conseguiu ver uma luz
Daquele que nos conduz
Nos tirando do escuro

E tudo virá mais puro
Logo ao amanhecer
Conheceremos verdades
Que ninguém iria ver
Se não tivesse forçado
A ter que ficar trancado
Antes de liberto SER. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Aos Coordenadores Pedagógicos

Dá suporte e atenção
Incentiva o professor
Auxiliando nos planos
Com carinho e amor
Sobre a parte pedagógica
Esse é o coordenador

Acompanha os alunos
Nos seus desenvolvimentos
Dá afeto e conselhos
E também acolhimentos
Pois mais que material
Trabalha com sentimentos

Agradeço com carinho
Cada momento vivido
Desculpe por cada erro
Que por mim foi cometido
Que sejam abençoados
Nesse trabalho sofrido.

Com carinho aos que foram e aos que são meus coordenadores...